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Menu Degustação

MENU DEGUSTAÇÃO BAILES DE CARNAVAL


Inspirado nos bailes de máscara do Carnaval, do período renascentista ao atual, este menu degustação se organiza em sete tempos que viajam entre a expectativa, o desvairio e o retorno. Cada etapa dialoga com obras literárias que evocam figuras, atmosferas e tensões próprias do carnaval — a máscara, o delírio, o poder, o desejo, a perda — convidando o comensal a uma experiência sensorial e imaginativa que se constrói entre o comer e a ficção.


Pré-Carnaval - *Vestir a Fantasia*

Shot de caldo de frango caipira

- Clarice Lispector - Restos de Carnaval

Antes da máscara, o corpo. Antes do excesso, o quase nada. Antes da fantasia, o corpo nu de expectativa.

Um caldo denso, bebido em silêncio, como quem se aproxima da festa pela fresta: à porta da escada, olhando os outros passarem. O pré-carnaval é sede. É o mundo prestes a se abrir em rosa, mas ainda fechado em botão.


Sexta - *Arlequinal* 

Carpaccio de vegetais, tarê caipira e azeite de rúcula

- Pauliceia Desvairada - Mário de Andrade

A cidade entra em cena fragmentada, colorida, excessiva.

Cru, vibrante, cortado em lâminas, o prato dança como versos em choque. Arlequim atravessa a metrópole aos pulos, e o paladar aprende que o carnaval começa no risco, na mistura, no descompasso.


Sábado - *A queda do rei*

Raviolone de queijo com molho de araçá picante

- Romeu e Julieta - Shakespeare

No sábado, o mundo vira de cabeça para baixo.

Reis perdem o trono, nomes perdem o peso, famílias perdem a razão. O amor ri da ordem. O prato acompanha esse gesto — macio por dentro, provocador por fora. O queijo conforta, a araçá, goiabinha da Mata Atlântica, arde. Quem ri por último?


Domingo - *Máscaras*

Bife de tira, glace de vinho tinto e ameixas vermelhas, purê de tomate

- A máscara da morte rubra - Edgar Allan Poe

O centro da festa. O disfarce perfeito.

A carne é densa, o molho escuro, o vermelho insiste. Tudo parece abundância — até que algo ameaça atravessar o salão. Aqui, come-se sob o risco de que a máscara caia. Ou de que nunca caia.


Segunda - *Alegorias do Delírio*

Merengue de caipirinha

- Arlequim, servidor de dois amos - Carlo Goldoni

Leve, instável, alcoólico.

O doce flutua entre o riso e o tropeço. Como Arlequim, serve a mais de um senhor: prazer e vertigem, lucidez e excesso. O carnaval começa a se dobrar sobre si mesmo — e o corpo já não distingue bem quem o conduz.


Terça - *Beijo de Carnaval*

Frittelle veneziane

  • Máscaras - Menotti del Picchia

No auge do Carnaval, quando o corpo ainda dança e a noite já começa a se desfazer, o beijo acontece como um clarão: súbito, quente, impossível de reter. Assim também a fritelle estala em açúcar e vapor, macia por dentro, dourada por fora, consumida no instante em que atinge sua perfeição. Doce, efêmero, inesquecível.


Quarta de cinzas - *Pierrot volta ao trabalho*

Biscoito de café

- Poema de uma Quarta-Feira de Cinzas - Manuel Bandeira

Seco. Necessário.

A fantasia repousa, o corpo tenta retornar ao ritmo comum. O café acorda, mas não consola. O que foi vivido permanece — não como festa, mas como vestígio. Pierrot coloca a máscara e segue.


⏰ Sextas à Noite: 16, 23 e 30 de janeiro; 6 de fevereiro, a partir das 19hs. 

📍 Reserva Necessária

💶 Valor: 90 reais

🍷 Taxa de rolha: 25 reais 

🏡 Endereço: Rua João Leone, 51, Sousas, Campinas

☎️ Whatsapp: 11 9 7179 9889

📍Instagram: tiodinho_cozinha

💶Inscrição: Próximo Passeio

Sim, fique tranquilo. Você tem direito ao arrependimento e poderá desistir da compra em até 7 dias depois da compra e ter seu dinheiro ressarcido em 100%, desde que seja respeitado o prazo de 48 horas, antes da data e horário do agendamento.


R$ 140,00 R$ 90,00 (por pessoa)


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